terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Veio a tarde.

Veio a tarde. O céu totalmente nublado, onde as nuvens se misturavam no firmamento e eu aqui com os olhos fitos na estrada, na esperança que que pudesse melhorar meu astral. Não consigo. Para completar chega a chuva em forma de neblina. As gotas dágua, caem em meu rosto e de repente uma lágrima também se esvai. O silêncio num misto de protesto, como se não gostasse de mim, toma conta do ambiente e me deixa nesse clima de animosidade, como se eu estivesse perdido no tempo e no espaço. Estou na estrada parado e olhando os carros a passar por mim. Ninguém sequer olha para esse andarilho, apenas algumas poças dágua a refletir em mim, uma imagem perdida, sem esperança de seus sonhos mal sonhados, trazerem algo de concreto. A chuva aumenta, aumenta ainda mais essa desolação que me invade o coração. São perspectivas vãs, são pensamentos meus, perdidos na encruzilhada da vida e em meus anseios nunca alcançados. Acho que morri. Ou então morreu em mim, um resto de esperança que ainda alimentava meu ego, trazendo um pequeno conforto que ainda poderia ser feliz... já chegou á noite sorrateiramente, algumas sombras rasteiras se apresentam a minha frente. É o anunciar de uma estranha visão... Sei não, parece-me que é o rosto imaginário onde pouco a pouco se perdeu na fria escuridão. Uma imagem perdida na imensidão do horizonte, talvez quem sabe, algo que pudesse me tirar desta meiga fantasia que um dia eu ainda pudesse ser feliz. ( Rufino Silva ) 30.01.2014.

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